A Suíça se destaca pelos seus famosos Alpes e belíssimos lagos, e esta combinação de montanhas e águas azuis produz algumas das paisagens mais fenomenais do mundo. Percorremos a margem norte do Lago de Genebra, entre a cidade que dá nome ao lago e Montreux, uma vila localizada num dos recantos mais bonitos da Suíça. O resultado? Saímos achando que o paraíso existe, e que ele fica lá mesmo, em Montreux. Mas, prepare os bolsos, pois o paraíso é caro!

 


O lago Genebra tem 582 quilômetros quadrados e é o segundo maior da Europa, funcionando como fronteira natural entre a França e a Suíça. De alguns pontos do lago, é até possível ver o Mont Blanc, a montanha mais famosa da França, e a mais alta da Europa. É bom lembrar que o francês é a língua oficial naquela região da Suíça, e que nem todo mundo fala inglês!

Iniciamos nossa jornada em Genebra, o centro financeiro do país. Como tínhamos apenas 48 horas para explorar a região ao redor do lago, decidimos pular Genebra e explorar somente as partes de maior beleza natural, encontradas ao longo do caminho até Montreux.

Uma ótima forma de conhecer aquela região da Suíça é de carro, pois você pode parar para explorar as pitorescas cidades que ficam às margens do lago. Alugamos nosso carro através da RentalCars. Clique aqui para visitar o site ou use o buscador do lado direito da tela para pesquisar carro. Se fizer o passeio no final de semana, há a vantagem do estacionamento grátis no sábado e no domingo.

Outra boa opção é ir de trem, já que a viagem entre Montreux e Genebra dura apenas uma hora e custa em torno de 20 euros. Você pode pesquisar e comprar passagens no site da Rail Europe clicando aqui.

O caminho

Saindo do aeroporto de Genebra, seguimos pela E62, que é a rodovia principal ligando Genebra a Montreux. Dirigir pela E62 é ótimo, já que a estrada é super moderna e rápida. Decidimos explorar duas cidades às margens do lago encontradas no caminho: Lousanne e Morges.

Morges tem ruas super charmosas, uma marina imensa, e também um museu marítimo, além de um belo parque que fica na beira do lago. Não há muito o que fazer por lá, a não ser admirar as belas paisagens do lago e do Mont Blanc, que pode ser melhor apreciado de lá, dentre todos os pontos em que paramos.

Aproveite para sentar no parque próximo do Museu Marítimo e deixe-se maravilhar com a paisagem, que é sensacional. O ar de Morges é puríssimo e a vila é muito tranquila, perfeita para relaxar e para se ir entrando no clima da região do lago de Genebra.

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Após algumas horas em Morges, voltamos para a rodovia, e continuamos a jornada até Montreux, parando em Lousanne, a apenas 30km do nosso destino final. Decidimos parar em Lousanne para conhecer esta que é uma das principais cidades da região, e também para conferir as vistas do lago que se pode ter de lá.

Lousanne também tem posição privilegiada, principalmente quando comparada a Genebra. A região na beira do lago é bastante movimentada, cheia de hotéis, turistas e restaurantes. Decidimos almoçar no restaurante Le Lacustre, já que ele parecia ter as melhores vistas do lago. Lá tivemos a primeira surpresa no que diz respeito aos custos de comida naquela região da Suíça. O restaurante tinha uma estrutura bastante fraca, apesar da sua localização privilegiada. Uma mera lasanha para uma pessoa custava 25 francos (R$48,00); uma cerveja, 15 francos (R$29,00).

 

 

Depois de explorar Lousanne por algumas horas, partimos para Montreux, nosso ponto final.

Quando a gente se aproxima da bela Montreux, dá para começar a ter uma ideia da magnificência do lugar. A cidade fica graciosamente espremida entre os Alpes e o Lago de Genebra, uma posição nada menos que perfeita. As imensas montanhas verde escuro (no verão) contra o azul claro do céu e do lago, criam uma paisagem tão perfeita que fica difícil fazer comparações com qualquer outro lugar.

 

O que fazer em Montreux

Ficamos em Montreux por apenas 48 horas, pouco tempo, talvez, mas suficiente para visitar as principais atrações da cidade.

Iniciamos o nosso passeio com uma caminhada pela Promenade Fleuri, a  passarela de onze quilômetros que se estende por toda a margem do lago, decorada com flores e árvores do mundo inteiro. A Promenade Fleuri tem partes bastante distintas, e você perceberá a diferença de cada uma delas ao fazer o percurso. O lado de Vevey, no sentido do Castelo de Chilon, é mais calmo e mais arborizado, com menos restaurantes e movimento de pessoas. Já mais à frente, onde fica a estátua de Freddie Mercury (que viveu na cidade e dizia que era o seu lugar favorito no mundo), é bem mais agitado, com diversos restaurantes, bares e também o McDonald‘s da cidade.

 

 

Depois da estátua, você encontrará mais áreas verdes e até parques, além de alguns dos maiores hotéis de Montreux e prédios importantes, como o centro de convenções da cidade.

Paramos para assistir ao inesquecível pôr-do-sol em um bar-café-bistrô super estiloso, do lado do hotel Eden Palace, que tem mesas perfeitamente posicionadas para que se aprecie a beleza estonteante do lago e das montanhas. Aproveite para provar os sorvetes servidos lá, que são divinos! Preço: em torno de 15 francos (R$25,00). Para quem estiver em clima de comemoração, uma taça de champanhe Laurent Perrier custa 16 francos (R$30,00).

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Chatêau de Chillon – O castelo de Montreux

No dia seguinte, iniciamos o nosso passeio no Château de Chillon, um castelo de história riquíssima construído às margens do lago de Genebra no século XIV, e que mantém intacta a beleza medieval. O lugar é mágico, e complementa perfeitamente a bela paisagem que o cerca.

O acesso ao castelo é fácil, tanto a pé quanto de ônibus ou carro, e a entrada custa 12 francos (R$20,00) sem o guia de áudio e 18 francos (R$30,90) com o guia. Infelizmente, o guia de áudio não está disponível em português, mas, se você fala inglês ou francês, vale bastante a pena adquiri-lo, já que ele toca músicas da época e conta detalhes históricos – como a passagem do poeta inglês Lord Byron pelo castelo – e sobre a vida lá dentro, o que torna a visita muito mais interessante. Existe também um guia grátis impresso, em português. Não esqueça de pedir o seu ao comprar o ingresso!

Dica: é possível subir as escadas até o topo da torre principal de observação do castelo, que oferece vistas fenomenais do lago.

 

 

Para quem está viajando em grupo, existe a possibilidade de contratar um guia profissional que fala português por 80 francos. Clique aqui e confira o website oficial da atração para mais informações.

 

Rochers de Naye

Após a fantástica visita ao castelo, seguimos para os Rochers-de-Naye, uma área no topo dos Alpes que tem uma vista estonteante. O acesso aos rochedos só é possível de carro e é bastante difícil. A estrada que sobe a montanha é super estreita, e, àquela altura, ter que abrir espaço para que outros carros passem dá um verdadeiro friozinho na barriga. A subida leva em torno de 40 minutos, mas vale a pena.

Para chegar aos rochedos, é necessário caminhar por mais de uma hora depois de alcançar o pequeno estacionamento que fica no topo da montanha, já que o acesso por carro é impossível. Nós decidimos ficar somente na área do estacionamento, e apreciar a paisagem que se têm lá de cima, que também é linda e inspiradora. O ar dos Alpes é puríssimo e o lugar é de tamanha beleza que algumas vezes nem parece ser real.

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Como era de se esperar, a decida foi bem mais rápida que a subida, e logo estávamos de volta a Montreux. Não sem antes parar várias vezes para bater mais algumas fotos.

 

Onde ficar em Montreux

Ficamos hospedados num hotel bem charmoso chamado Golf Hotel René Capt, no lado mais bonito do lago, o mais próximo das montanhas. O hotel tem um ar clássico e tradicional, e um restaurante externo com uma vista fantástica do lago. Infelizmente, o café da manhã não é servido nesta área, mas é possível sentar lá para tomar um drink e aproveitar a paisagem a qualquer hora.

 

 

A diária em um quarto duplo com vista para o lago custa 150 francos suíços (R$260,00) mas podemos afirmar com toda certeza que a vista que se tem de lá é impagável! Acordar todos os dias e dar de cara com toda aquela beleza realmente não tem preço. Clique aqui para verificar os preços e a disponibilidade do hotel.

O Golf Hotel nos presenteou com cartões de transporte grátis, que davam acesso aos ônibus da cidade durante toda a estadia.

 

Onde comer em Montreux

Comer em Montreux não é barato, e até mesmo pratos simples como pizzas custam muito mais que em outros países da Europa. Comemos em três lugares diferentes: no restaurante italiano Molino, no Mc Donald’s e no restaurante do hotel Montreux Palace.

O Molino e o McDonald’s são vizinhos, e estão localizados logo atrás da estátua de Freddie Mercury, no ponto que pode ser considerado o coração de Montreux. As pizzas do restaurante Molino são realmente maravilhosas, assim como o vinho servido lá. O preço médio de uma pizza é de 26 francos (R$44,00) e do vinho 40 francos (R$77,00). Caro, muito caro!

Já no McDonald’s, um mero Big Mac com refrigerante e batatas fritas sai por 13 francos (R$25,00).

O restaurante do hotel Montreux Palace é bastante acolhedor e tem um estilo meio anos oitenta, assim como o resto do hotel. A comida é uma delícia, mas não tão sofisticada quando se esperaria de um hotel cinco estrelas. Provamos a vitela, que vinha em porções bastante razoáveis. Os pratos principais custavam em torno de R$79,00.

Nossa visita terminou no dia seguinte, quando partimos para Genebra para pegar o vôo de volta. Com certeza Montreux deixou saudades, e um gostinho de quero mais…

 

Uma visita à bela Montreux vai te deixar apaixonado pela Suíça e suas impressionantes belezas naturais. Para buscar hotéis no paraíso, clique aqui.

 

 

7 COMENTÁRIOS

  1. Excelente artigo, muito completo. Eu estive em Montreux e amei.

    Vou colocar o link no Facebook e twitter pro seu artigo.

    Abraço

  2. Vou para a Regiao de Genebra em agosto, pretendo alugar carro, sabe se é necessário ter carteira de motorista internacional? as locadoras exigem este documento ?

  3. Olá, Adriana.

    Sim, a maioria das locadoras na Europa exigem a permissão internacional para dirigir. É bastante fácil obter uma através do DETRAN do seu estado, tudo o que precisa fazer é pagar uma taxa e aguardar a emissão do documento.

    Abraços.

    PE

  4. Muito boa as dicas, Gostaria de saber sobre pedagios,estarei em Genebra e darei um pulo de carro até montreux para fazer o passeio do chocolate,vou fazer o mesmo trecho que vcs ,então gostaria de saber quanto gastarei de pedagios?grata

  5. Obrigado, Daniel.

    Fico feliz que tenha gostado do artigo. Desculpa pela demora em responder! 🙂

    Abraços.

  6. Olá, Adriana, tudo bem?

    A não ser que algo tenha mudado desde o ano passado, o percurso entre Genebra e Montreux não tem pedágios!

    Abraços.

  7. Quero parabenizar pelo artigo. B E L I S S I M O. Nunca estive nesse lugar e acho que nunca vou estar, mas amei ver o quanto é lindo e também por guardar uma lembrança através de uma estatua que é de Freddie Mercury, que com suas canções maravilhosas embalou os amores de muita gente, inclusive os meus. PARABÉNS!!!

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