A famosa abadia medieval da ilha do Monte Saint Michel é um dos principais pontos turísticos da França, e uma das atrações mais pitorescas do país. Construída no topo de uma ilha rochosa, ela é Patrimônio Cultural Humanidade, e uma visita irá te proporcionar uma experiência única, um verdadeiro mergulho no passado medieval da França. Confira nossas dicas, descubra o que ver no Mont Saint Michel e como chegar lá.

Como chegar ao Monte Saint Michel?

A maneira mais simples de chegar ao Mont Saint Michel saindo de Paris é pegar um trem direto para Rennes. De lá, você pode pegar um ônibus de traslado direto para Monte Saint Michel. 

Não é mais possível dirigir até o Monte St Michel, e os visitantes que desejem ir de carro precisam parar no enorme estacionamento, que fica a alguns quilômetros de distância, pegar o ônibus gratuito até a parada mais próxima e caminhar por cerca de um quilômetro por uma ponte, até a ilha.

A caminhada dos ônibus até a ilha é muito interessante, e proporciona fotos maravilhosas. Além disso, com sorte, você pode ver a maré subindo ou descendo. É um espetáculo da natureza, pois, enquanto a maré está baixa, o monte fica totalmente exposto, e ao encher, a água se movimenta rapidamente, cobrindo a paisagem e os arredores. 

O que ver no Monte Saint Michel

O Monte Saint Michel visto à distância e com a maré baixa

O Mont St Michel é uma pequena ilha fortificada – uma vez que a gente passa pelas portões de entrada, uma única via íngreme cruza a pequena vila levando até o complexo da abadia, no topo da rocha. Nesta rua – a Grand Rue – existem inúmeras lojas que vendem souvenires, e também restaurantes, mas tudo bem caro, lembre-se disso!

Não é necessário comprar ingressos para entrar na vila do Monte Saint Michel (ingressos são necessários para os muses e a abadia) e ela é particularmente agradável de manhã cedo e à noite, após a saída das multidões de turistas. 

Você irá perceber que, além da abadia, a ilha tem várias outras construções, em sua maioria casas antigas, e construções militares medievais, como torres de observação. O Monte St Michel era uma cidadela habitada, e por isso se vê este enorme número de casas que se amontoam sobre a rocha, formando uma paisagem única e inesquecível.

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A Abadia de Saint Michel com casas da vila aos seus pés

Além da movimentada Grand Rue, há também as passarelas acima das muralhas – com vistas magníficas do mar – para chegar à abadia, o ponto alto da visita, literalmente.

Escadarias sobre as muralhas, com torre ao fundo, que levam até a abadia

A Abadia

A antiga abadia beneditina de Mont St Michel é uma obra-prima absoluta da arquitetura medieval – tanto como centro religioso quanto como reduto militar. Devido ao grande número de turistas, apenas cerca de metade de todos os visitantes chegam a entrar na abadia. 

A estrutura pode ser vista sem uma visita guiada – há guias de áudio disponíveis, mas o panfleto gratuito (em vários idiomas) é suficiente para a maioria dos visitantes. As visitas guiadas são gratuitas, e geralmente em inglês.

O famoso Monte St Michel resistiu aos ingleses durante a Guerra dos Cem Anos. Após a Revolução Francesa, a abadia foi usada como prisão, até 1863. Desde 1874, o Mont St Michel é um monumento nacional da França, e inscrito na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1979.

Você pode comprar os ingressos para a abadia no site da Tiqets, que vende a versão eletrônica, permitindo que você entre usando apenas o seu celular. Clique aqui para obter mais informações.

Qual a melhor época para visitar o Monte St Michel?

Com 2,5 milhões de visitantes anuais, é prudente esperar multidões na maioria dos dias. No geral, se possível, é melhor evitar o Monte St Michel no verão e nos fins de semana. Os números de visitantes são mais baixos em novembro, início de dezembro, final de janeiro, fevereiro e março.

Se não for possível evitar períodos de maior movimento, é melhor chegar no final da tarde (depois das 15h) ou no início da manhã. Pode ser interessante visitar ao final da tarde também,  já que dá para ficar até depois do anoitecer, quando grande parte da ilha é romanticamente iluminada.