Nas principais cidades do mundo, os VIPs surgiram com uma solução perfeita para possibilitar o networking com outros VIPs do mesmo calibre: os clubes privados. Mas não se engane, esses clubes não funcionam exatamente como os clubes que você encontra em qualquer cidade do Brasil, onde tudo o que você precisa é ter dinheiro para pagar por um título e a mensalidade. Nestes clubes exclusivos, ou “private members club” em inglês, você precisa ter não somente status e algo para oferecer aos outros membros, mas também outro membro pra te recomendar. Só dinheiro não adianta.


Em Londres, a profusão destes clubes é maior que em qualquer outra cidade do mundo. Em uma capital visitada diariamente (e habitada) por algumas das maiores celebridades do planeta (além dos empresários e playboys mais ricos do globo), privacidade é imprescindível. A variedade de clubes existentes, alguns deles com centenas de anos de existência, é enorme, e agora maior do que nunca.

Leia também:  O que fazer em Budapeste - Explorando a capital da Hungria

 

As clientelas são segmentadas, e você vai encontrar dos mais diversos clubes, incluindo aqueles com membros provenientes apenas de determinadas indústrias, como a Shoreditch House, que foi criada para se tornar o clubinho dos VIPs da indústria da mídia britânica e mundial, e tem, entre os seus sócios, figuras como Madonna e Amy Winehouse (que inclusive já tocou um set surpresa por lá), além de outros queridinhos da mídia europeia. O nosso editor teve a oportunidade de conhecer o lugar e até conseguiu bater umas fotos (o que era proíbido) para compartilhar a experiência com vocês.

 

Do lado de fora, a impressão que se tem é de que o lugar não tem nada de especial, já que o prédio é um dos milhares de prédios dos anos 60 que você encontra espalhados por Londres. Na entrada é fácil perceber o clima de tensão entre algum dos presentes, pois, caso você não seja sócio, precisará ter o seu nome na lista e, muitas vezes, paparrazi e curiosos tentam entrar no prédio sem a devida autorização. Com isso em mente, a administração do lugar criou uma “salinha da vergonha” (ou sala de espera) para que os que estão aguardando permissão para entrar possam esperar, sem atrapalhar a passagem de quem está na lista, e dos membros, é claro.

Leia também:  Como ir a Greenwich em Londres: passeio de barco no Tâmisa

 

Shoreditch House Shoreditch House Shoreditch House Shoreditch House

O que rola

 

Uma vez lá dentro, você mal terá tempo de dizer “oi” pros seus amigos e será levado ao elevador, já que o clube em si fica nos andares superiores. Ao nos dirigirmos à cobertura, a vista é de tirar o folêgo. Primeiro, pelas beldades que se deliciam na piscina aquecida e, segundo, pela vista de Londres que se tem de lá, que é realmente deslumbrante. Passado o deslumbramento inicial, é hora de se dirigir ao bar para provar os famosos coquetéis do lugar, e aproveitar para espiar se alguém famoso está por lá. Surpresa dupla!

 

Além de ser soberbamente servido pelo mixologista (especialista na mistura de bebidas), que preparou um delicioso “Death in the afternoon” – coquetel de champagne e absinto – a pedido, já que o coquetel não estava na lista, ainda dei de cara com Henry Holland (estilista de Londres queridinho das celebridades britânicas, incluíndo a modelo Agyness Deyn) e Jodie Harsh, a travesti mais famosa da Europa, e amiga de celebridades como Kate Moss e Amy Winehouse.

 

Shoreditch House Shoreditch House Shoreditch House Shoreditch House

 

Depois de escapar das garras da Jodie Harsh, era hora de aproveitar para conhecer o restante do lugar. Dividida em dois andares, a Shoreditch House oferece várias facilidades aos seus membros, entre as quais salão de jogos, 3 bares, sauna, jardim e até camas, perfeitamente posicionadas para tomar um drink relaxante, enquanto se adimira a paisagem urbana belíssima de Londres. Ah, se você estiver com frio, o staff irá providenciar cobertores para que você se aqueça. A decoração do lugar é super chic e até luxuosa, mas nada muito “in your face”, tudo muito discreto e com o ar cool londrino.

 

O serviço lá é um pouco lento, o que às vezes pode ser chato. Depois de algumas horas aproveitando os coquetéis e o nosso jantar, além da boa música e o clima intoxicavelmente pretensioso, era hora de partir. Uma festa no renovado Turkish Bath, ou Banho Turco, próximo à Liverpool Street nos aguardava e a noite estava só começando… mas isso é papo pra outro artigo! 😉

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui